Bom, para quem estava curioso sobre como funciona um anúncio do chamado mercado de telemed, aqui está um exemplo.
O autor do copy é o famoso Stefan Georgi. Ele compartilhou esse anúncio como um caso de algo que parecia promissor, mas que não teve o resultado esperado.
Sobre esse anúncio, o próprio Stefan comentou:
Nossos anúncios mais bem-sucedidos geralmente seguem uma linha como: “GLP-1s são ótimos, mas de quem você deveria comprar? De nós.” Basicamente, o mercado está hiperconsciente da solução. Este anúncio foi direcionado a pessoas mais conscientes do problema. Provavelmente esse foi o principal ponto — especialmente no Meta —, mas ainda assim quisemos arriscar.
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.