Este anúncio é de 1924, com a headline “Why Men Crack…” e foi um dos grandes clássicos da agência de publicidade “Young & Rubicam“. Este copy teve um impacto considerável nas vendas do produto Postum.
Para os assinantes do Swiper, temos um artigo completo, analisando em detalhes toda a história por trás dessa famosa campanha. Clique aqui para ler “A história do homem que quase matou a indústria do café“.
Este produto prometia ser um substituto ao café, feito de trigo e farelo. Apesar da indústria de café ser uma das mais lucrativas na história humana, houveram épocas onde essa indústria esteve em situações complicadas.
O estilo desse anúncio era completamente diferente de um anúncio de cereal para a época. Em vez de focar no produto e seus atributos, o anúncio começa induzindo medo e atingindo os pontos problemáticos em relação à deterioração da saúde, por isso a headline “Por que os homens fracassam” e uma citação introdutória de advertência de uma figura de autoridade.
É curioso também ver a citação de uma personagem fictícia, chamada “Carrie Blanchard”. Neste copy, Carrie é descrita como viajando pelo país e preparando Postum para mais de meio milhão de pessoas.
Depois de construir relacionamento e autenticidade com a história de Carrie, eles levam direto para a oferta que é rotulada como a “Oferta de Carrie Blanchard”, fazendo com que o leitor sinta que está lidando com uma pessoa de verdade, gerando conexão. Algo que provavelmente não aconteceria com uma grande empresa.
Naturalmente, nos dias de hoje, a criação de uma personagem fictícia surtiria um efeito negativo em seu copy. No entanto, este é um bom exemplo de “humanização” de um produto. Ao desconstruir a imagem de uma grande empresa, o copy torna o produto mais acessível e convidativo para o público alvo (neste caso, homens adultos).
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.