Um dos copys mais clássicos, de maior impacto e alcance da Empiricus. Pessoalmente, um dos meus favoritos.
Se não me falha a memória, essa foi a campanha de número 46 do Palavra do Estrategista, um dos principais produtos da empresa. Isso reforça o fato de que um produto pode ser ser vendido de inúmeras formas diferentes, cabe a você entender como criar novas “faces” para um mesmo produto, de maneira eficaz.
Lançado em 2016, perto do fim do governo Dilma, o copy teve duas versões, uma em texto e outra em formato de documentário.
A segunda versão em vídeo, feita em formato de documentário, chegou a ser transmitido em um cinema em São Paulo em uma única sessão exclusiva para convidados selecionados da empresa.
Este é um grande exemplo de uso de Storytelling para construir um copy em bem sucedido.
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O vídeo foi estruturado com trechos de entrevistas com os sócios fundadores da Empiricus, além de alguns convidados.
Parte da estratégia da campanha, era a presença forte da marca (branding) em canais offline, além do tradicional modelo de marketing digital.
Havia um apelo institucional forte e o timing era perfeito, tanto que a campanha foi considerada por várias vezes uma segunda parte do “O Fim Do Brasil”, o copy que mudou o rumo da Empiricus e levou a empresa à um patamar ainda nunca visto em publicações digitais no Brasil.
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.