Este é provavelmente o primeiro copy escrito por John Caples. Datado em 1925, o copy em texto era um anúncio para o estúdio de Arthur Murray, um famoso dançarino norte-americano.
O copy narra a história de um homem que perdeu uma grande oportunidade por não saber dançar. Na época do anúncio (anos 1920), essa era qualidade comum e esperada pelas pessoas, então, não saber isso, poderia ser motivo de muito constrangimento.
Como em seus outros anúncios, John cria uma narrativa onde o personagem principal estava perdido e desperdiçando chances valiosas, mas quando ele encontrou o método oferecido, sua vida mudou completamente e ele é uma nova pessoa. Não só isso, ele é uma pessoa admirada pelos outros.
John costumava explorar muito esses tipos de sentimentos, podemos perceber isso em seus outros anúncios – clique aqui para ver o Swipe File de John Caples.
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.