Copy em texto de um anúncio de 1919. A headline é citada por Victor Schwab como uma das melhores já feitas na história e o copy explora a aversão à perda.
A headline “A Little Mistake That Cost A Farmer $3,000 A Year” praticamente obriga o leitor a descobrir o que pode ser este “pequeno erro” e quais são as soluções que existem.
Nos dias atuais, uma headline como essa poderia ser usada em serviços de empresas com produtos que permitem ajudar a economizar grandes quantias em coisas como TI, impostos ou despesas administrativas, por exemplo.
Victor Schwab sobre esta headline em “100 Boas Headlines De Publicidade E Por Que São Tão Lucrativas”:
“Uma quantia considerável foi gasta com sucesso em revistas agrícolas neste anúncio. Às vezes, a ideia negativa de compensar, reduzir ou eliminar o ‘risco de perda’ é ainda mais atraente para o leitor do que a ‘perspectiva de ganho’.
Como o grande executivo de negócios Chauncey Depew disse uma vez: ‘Eu não ficaria acordado a noite toda para ganhar $100; mas eu ficaria acordado todas as sete noites para evitar perdê-lo.‘ Como Walter Norvath diz em ‘Seis Técnicas de Venda Bem-sucedidas’, ‘As pessoas lutam muito mais para evitar perder algo que já possuem do que para ganhar algo de valor maior que não possuem.’ Também é verdade que eles têm a sensação de que perdas e desperdícios muitas vezes podem ser recuperados mais facilmente do que novos lucros podem ser obtidos.
Que fazendeiro poderia deixar de ler o texto sob essa headline — para descobrir: ‘Qual foi o erro? Por que foi ‘pequeno’? Estou cometendo isso? Se isso custou a um fazendeiro uma perda de $3.000 por ano, talvez esteja me custando muito mais? Talvez o texto também me conte sobre outros erros que eu possa estar cometendo.‘”
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As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.