Copy para a Rolls Royce de 1929, escrito por Jack Rosebrook da agência Young & Rubicam.
Apesar de ter sido circulado apenas uma vez, foi um dos anúncios que mais trouxe vendas para a marca. Para entender ainda mais o poder desse copy, é necessário olhar para o período econômico em que ele foi circulado.
Em 1929, a Bolsa de Valores de Nova York quebrou, afetando a economia mundial com uma crise econômica que ficou conhecida na história como “A grande depressão”. O que tornou este copy tão poderoso, foi a forma como ele buscou tranquilizar empresários que estavam receosos de comprar um carro de luxo durante essa crise, inibindo o medo de ser interpretado como pretensioso ou imprudente ao demonstrar que ter um Rolls Royce é uma escolha justificável e racional que ultrapassa o luxo.
A maior lição deste anúncio é como é importante acompanhar o seu mercado e entender os conflitos que seu cliente está passando continuamente.
Os tempos e as atitudes mudam, Jack Rosebrook reconheceu isso e tocou especificamente no estado de espírito atual de seu público.
As pessoas também perguntam
O nível de consciência do público alvo desse copy é o 5º nível na escala de Eugene Schwartz, Super Consciente.
Aqui, o público alvo sabe muito bem quais são suas escolhas e também quanto custam, são altamente exigentes. Ao trabalhar com esse nível, é necessário muita pesquisa e estratégia para compreender os pontos sensíveis desse público e usá-lo ao seu favor.
A emoção dominante do copy é aspiração.
O copy busca inspirar um desejo profundo de realização e satisfação pessoal, ele faz isso ao destacar a exclusividade e as qualidades distintas do Rolls-Royce, sugerindo que possuir esse carro vai além do mero transporte; é uma experiência de vida elevada.
O mecanismo único do Rolls-Royce, conforme apresentado neste copy, é a combinação de segurança, conforto e investimento a longo prazo.
O público-alvo desse copy são pessoas de poder aquisitivo alto.
Além disso, também são indivíduos que hesitam, não por falta de recursos, mas por dúvidas internas, preocupações sobre a percepção alheia de suas escolhas de consumo e preocupações com segurança e investimentos longo prazo.
Surpreendente a forma como ele ressalta os problemas do lead e o faz imaginar de forma tão realista e habitual.
Que obra de arte! Vende uma mãe em forma de matéria, que resolve muito mais do que os problemas de distância, é sútil em demonstrar superioridade e traz também uma urgência em relação ao fato do Rolls-Royce existir e o cliente potencial ainda não comprar, é como se realmente tivesse perdendo uma grande oportunidade.
É uma verdadeira aula de copy. Ele consegue trazer as principais preocupações da época e do cliente em potencial e desmonta uma a uma, de maneira brilhante. Quando ele vai ancorar o preço ele faz uma afirmação que realmente mexe com o cliente em potencial: “compare a depreciação do seu carro no momento com um Rolls-Royce de 10 anos. Você está pagando por um Rolls-Royce sem nunca ter um!”.
Interessante como ele pega um problema geral e aponta o produto como uma escolha segura, mesmo em um momento de grande incerteza.
O copy tem muito reforço dos motivos com benefícios que enchem os olhos do leitor. Me fez lembrar o workshop de copy do Eugene Schwartz em que ele fala que cada linha do copy é um headline e tem que explodir a cabeça do leitor.
O trial de 100 milhas é algo completamente insano, esse teste extensivo me passa a impressão de uma confiança realmente absurda no produto, principalmente quando combinado com os 3 anos de garantia.
Que aula.Bora fazer o exercício!