Antes de ler este copy, preciso dar um pouco de contexto sobre por que ele será publicado aqui no acervo do Swiper.
Na verdade, são dois motivos simples…
1 – Primeiro porque ele foi escrito pelo Gary Halbert, e é importante que o acervo dele esteja cada vez mais completo; e
2 – Segundo, em uma das suas principais cartas, Gary dizia que se um copywriter não é capaz de vender a si mesmo, como ele poderá ser capaz de vender os produtos de outras pessoas?
De cara, fica a reflexão: você é capaz de construir um copy vendendo a si mesmo?
E é isso que você verá nesta publicação. Gary estava provavelmente em um momento carente de sua vida e resolveu criar um anúncio para procurar uma namorada.
Mas claro, ele não poderia fazer um simples anúncio qualquer. Ele criou um copy poderoso explicando exatamente o que estava interessado, quais eram as suas condições e como as candidatas poderiam se inscrever.
Com isso, temos uma masterclass em como criar um copy para si mesmo. Se você conseguir extrair valor do que vai ler aqui hoje, com certeza terá muita facilidade em se candidatar a vagas e processos seletivos, assim como o Poshaw fez recentemente, onde uma das etapas do processo era escrever um copy para si próprio.
E eu tenho certeza que muitos travaram nessa etapa. Pelo simples fato de que vender a si pode não ser uma das tarefas mais fáceis na vida.
Enfim, leia o copy de hoje com a mente aberta e tente analisar como você poderia fazer algo similar. Compartilhe o que achou lá nos comentários.
Adorei os detalhes que tornam o texto engraçado como:
Quando termino, entro no carro e dirijo até um lugar que chamo de “A Casa da Dor” (na verdade, a placa do lado de fora diz Academia do Vince), onde um sádico de idade avançada que se disfarça de instrutor de fitness me força com halteres, pesos e outras engenhocas diabólicas de maneiras para quais meu corpo não foi projetado.
[Bem minha cara]
Em 2016, fiz um, com gosto. Um texto que me deu um ROI positivo.
Dos capturados, bem triados, saiu uma aliança que já dura nove anos. Já escrevi sobre isso, umas três vezes. Incluindo, montar perfil pra amiga.
Se você já entrou em algum app de namoro em 2016, pode ter caído em algum texto meu rs.
Eis o texto de ‘captação matrimonial’ – 2016 com leves adaptações aqui porque ele continha erros e entre colchetes leves comentários pra te guiar no meu raciocínio].
(…)
Simples, estilo casual, salto, objetiva.
Gosto de boa música, um ambiente agradável (“os achados”, de preferência). Amo gente parceira, decidida e com bom humor.
É importante que goste de viajar e tenha uma PROFISSÃO definida/consolidada. Digo isso, já prevendo e barrando um certo perfil aparecendo por aqui.
E sendo mais direta ainda – Concurseiro não é profissão, trabalhar e estudar é necessário) porque eu tenho a minha. Aliás, sou apaixonada pelo que faço.
Please, sejam sensatos na idade, pois não me chamo Xuxa Meneghel tampouco quero adotar. Até porque ser mãe NÃO é um sonho meu rs.
Sou do tipo que sempre tem metas estipuladas.
Parafraseando uma pessoa cujo perfil eu adorei, procuro alguém interessante sem marcas de relacionamentos passados (belo detalhe).
Se o seu coração está preso, não envolva quem está livre.
Relação “freelancer” não me apetece (leiam 5x esse detalhe). O tempo é precioso!
[Acho que hoje eu repetiria a frase 3 vezes, pra aumentar a visualização da piada].
Moro em Fortaleza, mas também trabalho em SP, creio que seja interessante pontuar esse detalhe.
E o mais importante, possuo na essência um lado menos apreensível. Quando defendo um ponto de vista parece que estou brigando com o mundo porque carrego emoção nas expressões.
Mas, uma pessoa de tiradas boas e engraçadas para me contornar. Até porque sou assim também, já que sou ‘Made in Ceará’.
Nada é perfeito. Aquele que acredita na perfeição vive numa doce utopia.
Tenho a impressão que alguns não leem. Então, aos muito novinhos, não responderei. LEIAM! E se, ainda, sim, me enviarem charmes…
considerarei que o mesmo tenha deficiência de leitura e interpretação textual.
[Charme no app era como um oi, estou aqui, pedindo autorização pra abrir a conversa]
Lista de compras (que o app devia considerar resumo de interesses).
Idiomas, lugares para viajar e um parceiro interessante que busque algo além da superficialidade.
Muito interessante o copy. Chega a ser estranho se compararmos o contexto em que ele foi escrito e os dias atuais. Sem contar o fato de que Gary nem expôs uma foto própria para análise das pretendentes; todas se basearam apenas em características citadas no texto. Bem, não era como se elas fossem obrigadas a ter um relacionamento com ele, mas teriam uma foto “vazada” naquela época. HAHAH, doideira.
O Gary conseguiu nichar com força. Certamente muitos prospectos foram desistindo ao longo do texto. Mas pelo menos ele foi verdadeiro e mostrou o valor da sinceridade. Manteve a consistência de mostrar quem ele realmente é e a mensagem focada para o mesmo público durante todo o copy. E no final apresentou um CTA claro. Mas agora fica a pergunta: ele conseguiu uma pretendente com esse copy? E Bruno, uma sugestão: tem muitos copys gringos no swiper mas se tivesse alguns copys brasileiros acredito que seria bom também para o aprendizado. Obrigado
Oi, Gabriel. Eu não acompanho muito o mercado brasileiro.
Infelizmente, no Brasil, a grande maioria dos copywriters não gosta de ter seus materiais comentados ou catalogados.
Alguns encaram o copy como uma obra única e intocável, e reclamam do risco de serem copiados, entre outras coisas.
Enfim, não sei bem o motivo e já desisti de tentar entender. Prefiro evitar problemas desnecessários.
Espero que entenda. Obrigado!
Que copy interessante, o Gary delimitou bem o público, fala claramente o que não quer e é certeiro nos benefícios. Ri muito aqui também. Sensacional.
Havia lido apenas a Headline e já estava discutindo comigo mesmo sobre a regra da especificidade não se aplicar a esse título. Mas não! Depois de ler o contexto vi que é extremamente específica e já tô rindo aqui.
É interessante como ele começa delimitando o que ele “não quer” para depois fechar com o “que quer”. Além disso, a espontaneidade e naturalidade da escrita e dos termos realmente se destacam.
Acho que até hoje esse foi o copy que mais ri. Depois do light copy do Ladeira consegui ver muitos elementos literários usados nessa copy pra não ficar uma coisa engessada e chata de ler por se tratar de um anúncido de si mesmo, muito legal.
Um dos pontos altos é como ele conta a história e cria nomes adjetivados para as personagens de seus relatos. Isso aguça a curiosidade e atiça o fofoqueiro que há nas pessoas.
Gente que copy engraçada. Fico pensando, as mulheres responderam isso?
Me faz lembrar a a forma do King de escrever em sua livro “Sobre a escrita”.
A copy mais periquitante que já vi sem dúvidas
Impressionante como esse homem consegue deixar o texto fluído, leve e interessante.
Parece como uma boa conversa entre amigos.