Este anúncio foi enviado através de uma carta no modelo antigo, mas acredite – é uma campanha de agosto de 2024. A empresa Bottom Line Inc. ainda envia algumas campanhas no formato de “mala direta”, ou seja, milhares de cartas entregues na caixa postal de cada potencial cliente.
Apesar de ser uma campanha recente, este é um exemplo de peça de marketing direto, especificamente uma carta de venda com o objetivo de convencer o leitor a assinar uma publicação, no caso, a revista Bottom Line Health, e a receber um livro gratuito chamado “Breakthroughs In Health And Healing“.
O objetivo central do copy é capturar a atenção do leitor com promessas de descobertas médicas inovadoras e alternativas eficazes para melhorar a saúde, oferecendo um livro gratuito e três edições grátis da revista como incentivo para uma possível assinatura futura.
As pessoas também perguntam
O público-alvo deste anúncio está em algum lugar entre o “consciente do problema” e o “consciente da solução”.
Essas pessoas sabem que têm questões de saúde ou preocupações, mas podem estar confusas ou frustradas com a quantidade de informações conflitantes e desinformação disponível.
Eles já reconhecem que precisam de ajuda, mas ainda estão procurando uma solução confiável e eficaz.
A emoção dominante neste copy é frustração combinada com um desejo de segurança e confiança.
A frustração vem da confusão causada pela desinformação e pelo excesso de conselhos de saúde conflitantes disponíveis.
Ao mesmo tempo, o anúncio responde ao desejo do público oferecendo um recurso que promete ser livre de desinformação e respaldado por especialistas de renome.
O mecanismo único da solução é o acesso às descobertas científicas e recomendações de saúde de especialistas renomados, compiladas em um formato fácil de entender e aplicar na vida diária.
O público-alvo são pessoas que estão preocupadas com sua saúde, que se sentem confusas com o excesso de informações conflitantes disponíveis online, e que buscam soluções comprovadas e respaldadas por especialistas.
Este público provavelmente tem interesse em alternativas naturais e cientificamente fundamentadas para problemas de saúde comuns.
O copywriter Joseph Sugarman ensinou que “para vender um livro, escreva o copy para estimular a curiosidade do leitor”. Este artigo é a prova de que a curiosidade vende. O autor não cita os remédios, apenas escreve “este” ou “isso” quando está se referindo às ervas ou medicações. De fato funciona para conduzir o leitor a adquirir o material que está sendo vendido.
Comecei lendo a copy pensando que era uma oferta antiga, mas me surpreendi quando vi que era atual. Fantástico! Uma coisa que gostei, foi como o copywriter ficou escrevendo os famosos “bullet fascinations” para gerar curiosidade na copy.
Me identifiquei a persona da copy.
Curiosamente ela envolve o leitor até o finalporque desperta o interesse de querer saber mais sobre o conteúdo do livro.
Fantástica.
A maneira como essa copy trabalha a curiosidade é sensacional.
Amei essa Copy, fluída e curiosa.
Acredito que essa copy se encaixe bem no nível 5 de sofisticação.
Segundo Clayton Makepeace: “Estágio #5: Quando nada mais funciona…
Neste estágio final, seu mercado desacredita em praticamente tudo o que você diz.
Eles já ouviram de tudo — eles conhecem praticamente todos os mecanismos que existem.”
É interessante que ao mesmo tempo que essa copy vem numa visão de descredibilizar os outros mecanismos usando a própria crença do leitor (nada funciona, muita mentira/enganação…) ela também traz vários mecanismos sempre apoiados pelo gatilho de autoridade (melhores médicos da América, 40 anos de trabalho…).
Me surpreendi demais por esse copy ser tão atual. É bem o que o Caio disse aqui nos comentários, a sofisticação de mercado é uma das principais questões que um copywriter deve observar e dominar. Que bom que o Swiper nos lembra desses “detalhes”.
Todo Breakthrough é sempre interessante. E é fascinante o contraste ao demonstrar uma inovação com uma estrutura e visual antigo de carta. O fato de falar várias curiosidades que apelam para coisas do dia a dia é muito bom também para aumentar a consciência e esquentar pra tomar a ação.
Pelo formato, achava que o copy se tratava de uma campanha mais antiga, me surpreendi. Mas a oferta faz total sentido, já que hoje em dia estamos sendo bombardeados com informações, ainda mais se tratando de questões relacionadas a saúde. É um espaço de mercado amplo. Muito bom mesmo!
Isso aqui é sensacional!!! Estamos acostumados a ver malas diretas de 1930…1940… E ver como o copy usa as dores atuais de um mercado tão sofisticado é muito bom!!! Isso nos prova que as dores e desejos são perenes, mas a sofisticação de mercado é uma das principais questões que um copywriter deve observar e dominar.