Fala, turma! Este item é um pouco diferente do que costumamos ter aqui no acervo. Não se trata exatamente de um anúncio, mas provavelmente de uma carta escrita por Eugene Schwartz.
As informações sobre ela são bastante obscuras e difíceis de verificar — inclusive, até onde sei, não existe uma versão de boa qualidade do arquivo original.
De qualquer forma, fiz questão de trazer esse material porque ele oferece ensinamentos extremamente relevantes. Em poucas palavras, Eugene Schwartz define com maestria o que é copywriting, qual é o papel do copywriter e te dá a chave para que você se torne uma fábrica constante de ideias — com pouco esforço e sem fritar o cérebro.
Aproveito para agradecer ao meu mentorado Will Freitas, que conseguiu a versão transcrita deste material. Por isso, ele recebeu a conquista “Detector de Tesouros“.
E se você também quiser conquistá-la, basta me sugerir um copy raro para incluir aqui no acervo do Swiper. Inclusive, o Eugene cita vários nessa carta que vamos analisar hoje, essa pode ser a sua chance de ganhar uma das conquistas mais difíceis.
Boa leitura e que ela te inspire a lembrar o verdadeiro motivo de estarmos aqui.
A oferta está sempre na necessidade. Quando paramos para entender a natureza do produto e o sentimento do cliente. Pode ter certeza que algo incrível será feito.
A corrida pelo dinheiro e sucesso, coloca muitas pessoas cegas e surdas. A ponto de esquecendo um principal ensinamento que é “quem fala primeiro perde.” Antes de querermos ser ouvidos, precisamos ouvir… A verdade é que a venda é sobre o cliente e, como iremos tocar no bolso dele sem antes tocar no emocional?
O bom vendedor é aquele que escuta mais do que pergunta.
Ontem à noite, assistindo a uma reportagem sobre animais marinhos prestes à extinção, uma cena simples me paralisou.
A repórter, deitada no gelo, disse: “A gente parou de ouvir a natureza… está tudo tão acelerado que esquecemos de contemplar.”
E agora lendo essa carta de Eugene, algo me bateu como um soco silencioso: será que não fazemos o mesmo com nossas próprias ideias?
Vivemos num barulho constante — de promessas, de metas, de feeds rolando sem parar.
Eugene Schwartz foi bem cirúrgico em suas palavras:
“O copywriter que vende é o que sabe ouvir…”
Não é só ouvir o mercado. É ouvir o silêncio entre os pensamentos. É saber quando parar… para criar.
Porque as boas ideias não gritam. Elas sussurram.
Só que, se sua mente estiver ocupada demais… você nunca vai ouvir.
É isso.
No livro, negocie como se sua vida dependesse disso, O agente do FBI Cris Voss, explica que um dos pontos cruciais do seu trabalho é a escuta ativa. De fato, saber escutar é um super poder!
Muito bom! Isso tem a muito a ver com o copywriter saber exercitar o silêncio para escutar, de verdade, a outra pessoa. E aí filtrar as informações para inserir na copy. Achei genial o jeito de Eugene definir o que é copy.
“Eu não os escrevo. Eu os escuto.” Impressionante! Quanto mais estudamos sobre copy, mais entendemos que o verdadeiro jogo não está na escrita, está na escuta, na pesquisa.
“Um condutor semi-passivo entre quem produz o item e quem precisa dele”…gostei disso. Acrescentaria que é preciso saber escutar, também, o que não é dito com clareza e enxergar o que ainda não é tão fácil perceber. Amo esse trabalho.
Sim, de fato até damos ouvido a certas coisas, mas não com a intenção que deveriamos
de extrair o supra sumo daquelas informações.
Essa carta me fez refletir muito, e com certeza os meus copy agora em diante vão ser diferentes e mais faceis de se escrever.
Obrigado Gene, e claro o Bruno – Esse Swiper é absurdo.
A verdade é que desaprendemos a ouvir.
Desaprendemos a estar presente em algo.
Estamos sempre pensando no próximo passo, nunca no qual estamos dando. Olhamos sempre para o outro, nunca para nós mesmos.
Olha lá, o colega de 7D. Ok, legal. Mas você não é o colega.
Olha lá, que projeto sensacional. Tudo bem. Mas aquele projeto não é seu.
O que você pode fazer no seu projeto hoje? O que você pode mudar em você hoje?
Desaprendemos a estar presentes, estamos em um lugar, quando, na verdade, estamos em outro, que também não estamos – porque a nossa cabeça vive agitada.
Precisamos aprender com as crianças, que se importam com o processo, não com o resultado – mesmo o resultado sendo importante.
Precisamos reaprender a ouvir, a ouvir de verdade. A tecnologia é boa. A IA é boa.
Mas a grande verdade é que só precisamos escutar. As pessoas clamam por nós. Só precisamos ouvi-las.
Escute.