Esse é um daqueles copys que vivem numa zona curiosa entre o “possivelmente do Eugene Schwartz” e o “não dá pra provar 100%”. Não existe uma atribuição formal, mas o próprio Schwartz menciona o livro “The Practical Encyclopedia of Natural Healing” no Breakthrough Advertising, dizendo que campanhas ligadas a esse produto passaram de 20 milhões de dólares em vendas nos anos 70, o que, ajustado pela inflação, colocaria isso facilmente na casa de 140 a 160 milhões de dólares hoje.
A headline é o ponto central: “The alternative to pills and scalpels is…”, ela faz duas coisas muito bem ao mesmo tempo:
Primeiro, ela ancora o problema em duas soluções dominantes e já conhecidas (remédios e cirurgia). Isso posiciona imediatamente o leitor dentro de um contexto de dor real (saúde, tratamento, intervenção). Segundo, ela abre um loop de curiosidade forte. “A alternativa é…” o quê? Não entrega. Não explica. Só cria tensão.
Isso é clássico de mercados já conscientes do problema, mas saturados de soluções. Em vez de prometer “cura”, o anúncio promete uma saída diferente… o que, muitas vezes, é mais atraente.
Outro ponto interessante é como o corpo do texto não entra agressivamente em promessa milagrosa. Ele constrói autoridade de forma progressiva referência a uma “enciclopédia prática”, livro de 640 páginas (aumenta percepção de valor), apoio de centros médicos e editor ligado à revista Prevention.
Ou seja, em vez de vender diretamente o benefício, ele vende densidade de informação mais credibilidade. Isso reduz resistência, principalmente num tema sensível como saúde.
E tem um detalhe estratégico importante: o anúncio não está vendendo um “produto único”, mas um repositório de soluções. Isso muda completamente a percepção de risco. Você não está comprando uma promessa, está comprando acesso a um conjunto de possibilidades. Vale citar que isso era de uma época onde o conceito de Internet era nulo.
Por fim, o bloco com bullets (“yeast infections”, “bronchial asthma”, “cholesterol”, etc.) funciona como um ampliador de mercado. Cada linha dessas puxa um público diferente. Não é um nicho, é uma coleção de nichos dentro de um mesmo produto.
Mesmo sem confirmação absoluta de autoria, a lógica por trás desse copy é bastante compatível com o tipo de raciocínio que o Schwartz defendia de não vender o produto e sim vender um novo mecanismo e a esperança racional de uma alternativa melhor.
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