Copy aplicado em um e-mail de David Deutsch, um dos meus copywriters preferidos da atualidade. Ele é direcionado para profissionais de marketing que enfrentam problemas de conversão.
O copy começa com uma inversão de uma crença comum no marketing digital: o que parece ser um problema de conversão é, na verdade, um problema de tráfego. Esse início provoca o leitor com um erro recorrente — focar demais na taxa de conversão e esquecer que sem tráfego, não há conversão alguma.
A tese central é que o tráfego vindo de plataformas tradicionais como Facebook e Google é caro, frio e, muitas vezes, inviável para pequenos negócios. A proposta, então, é apresentar uma alternativa quase secreta: o tráfego “off-market”, feito por criadores de conteúdo, influenciadores e donos de newsletters — pessoas que não vivem de vender anúncios, mas que têm audiência e confiança já estabelecida.
O copy usa uma estrutura clássica de Direct Response com reframing: pagar caro por tráfego não é sinal de sofisticação, e sim de ineficiência. O verdadeiro diferencial está em acessar fontes alternativas, subvalorizadas e mais eficazes. E ele funciona como um conselho amigo que educa, revela e, só então, vende.
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.