Copy de 1979, parte da campanha de Joe Karbo para seu livro “O Caminho Do Preguiçoso Para A Riqueza“.
Esse anúncio serviu como uma tentativa de aumentar a credibilidade do livro, construído em um formato de entrevista, com perguntas estratégicas para quebrar objeções, aumentar a autoridade do autor e destacar o que o leitor pode encontrar dentro dele.
No livro, Joe Karbo compartilhava sua filosofia de vida para obter riqueza e sucesso. Apesar do grande sucesso em vendas, Joe ainda precisou fazer algumas campanhas para recuperar aqueles que, por algum motivo, não efetuaram a compra.
Esse exemplo é algo muito próximo do que seria uma ação de remarketing nos dias de hoje.
Existem duas versões desse copy: uma que apresenta a headline como uma afirmação (fazendo o uso do ponto de exclamação) e outro como uma pergunta (fazendo o uso do ponto de interrogação), como uma forma de testar qual das abordagens afetaria mais o público cético em relação ao trabalho de Joe Karbo.
Não temos nenhum dado que demonstre quais das versões performou melhor, mas essa experimentação demonstra a visão apurada de marketing direto e copywriting que Joe carregava, ele reconhecia a importância dos testes e a das diferentes reações que uma simples mudança de pontuação pode causar nas pessoas.
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.