Este anúncio, escrito pela lenda da publicidade Victor Schwab, vendeu um milhão de livros em três anos (por correspondência), segundo o livro “Ogilvy on Advertising” de David Ogilvy. Ele descreveu a promessa da headline “How To Win Friends And Influence People” e o conteúdo do copy como “irresistíveis”.
Esta versão do anúncio é de fevereiro de 1937. No entanto, em setembro, apenas alguns meses depois, eles o alteraram para incluir duas formas de prova social que incluía a declaração “Mais de 500.000 cópias já vendidas”, bem como um trecho impressionante da revista Reader’s Digest sobre o livro.
Eles também testaram variações de diferentes estudos de caso como o que foi incluso nesta versão: “O Caso de Pat O’Haire”. Supostamente, Victor Schwab não apenas escreveu o anúncio, mas criou o título do livro, bem como todos os títulos dos capítulos.
Sua headline faz parte das “100 Boas Headlines De Publicidade […]” por Victor Schwab, que menciona:
“Essa headline ajudou a vender milhões de cópias do livro com o mesmo título. Um apelo básico e forte; todos nós quereremos fazer isso. Mas sem as palavras ‘como fazer’, o título se tornaria apenas um lema de parede trivial.”
Leitura recomendada:
- O Exercício De Eugene Schwartz Para Criar Headlines Matadoras
- As 100 Melhores Headlines Da História, Segundo Victor Schwab (Parte 1)
- Victor Schwab: De Secretário Ao Maior Copywriter Da História
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.