Olá!
Bianca por aqui, hoje te convido para uma leitura rápida que vai te lembrar de algo crucial que esquecemos muito facilmente.
Mas primeiro, devo te fazer uma confissão: conheci Drayton Bird mais tarde do que gostaria de admitir.
E se você não o conhece, resumidamente, Drayton é um dos nomes mais admirados do marketing de resposta direta e também foi grande amigo de David Ogilvy (esse você conhece, certo?).
Essa amizade resultou na venda de sua agência de resposta direta, a Trenear-Harvey, Bird & Watson, que foi incorporada à famosa Ogilvy & Mather, a agência de David.
“Drayton Bird é um dos homens mais capazes do nosso campo” — David Ogilvy.
Drayton é conhecido por sua visão muito metódica e prática do marketing, o seu livro mais famoso, em tradução livre, se chama: Senso Comum do Marketing Direto e Digital (Commonsense Direct and Digital Marketing).
Pois ele acredita que muito do que funciona no marketing é um senso comum que costumamos ignorar.
Bom, eu nem precisei pensar duas vezes antes de sair à procura; é meu trabalho pesquisar e trazer o melhor material possível para vocês, eu gosto disso. Mas honestamente, parece impossível achar uma carta ou anúncio que com certeza foi escrito por Drayton. “Parece”, essa é a palavra na qual estou me apegando, na esperança de um dia trazer aqui para o Swiper um copy que sabemos que foi escrito por ele.
Hoje em dia, com seus 80 anos, ele continua gerenciando a sua própria agência, Drayton Bird Associates, enviando suas newsletters e atualizando seu site com muito humor e um jeitinho britânico que dá para reconhecer de longe.
Você pode se inscrever nela aqui.
Se você entende inglês, recomendo muito se inscrever, é um dos e-mails que mais gosto de abrir no meu inbox. Se você não entende tanto assim, a recomendação se mantém, é uma ótima forma de treinar e ter contato com o idioma.
Mas o que realmente chamou a minha atenção durante a pesquisa foi uma entrevista onde Drayton compartilhou o momento em que David Ogilvy o revelou “o segredo do sucesso nessa indústria”.
Fiz questão de traduzir o trecho para você ver por si mesmo todo o jeito de Drayton que descrevi antes.
E irei comentar sobre o conceito mais importante que ele traz no vídeo, o segredo compartilhado por David, logo depois que você assistir:
“A melhor definição que eu já ouvi de charme: uma pessoa charmosa faz com que vocês dois pensem que são maravilhosos.” — Drayton Bird.
Quando ouvi a definição de Drayton sobre charme, um sorriso se abriu no meu rosto, ele acertou na mosca.
Só com essa frase ele explicou melhor do que eu poderia explicar em vários e vários parágrafos. Mas se você não está convencido, me permita expandir ainda mais esse pensamento e te mostrar como ele se aplica.
Primeiro, desapegue da ideia de que charme é sobre bajulação, ser engraçadinho ou bonito.
Charme é um dos elementos que nos capacitam a criar relações significativas, onde ambos lados se sentem beneficiados (para além de transações financeiras).
Isso porque o charme carrega:
- Atitudes e comunicações que fazem com que a pessoa que esteja recebendo a mensagem se sinta bem, valorizada e interessada no que está sendo dito.
- Autenticidade, ou seja, escapa de tudo aquilo que tenta ser algo que não é.
E ele pode ser expressado de diversas maneiras, como nos exemplos que Drayton deu, desde em uma empresa de sucos até em bancos tradicionais.
No dia-a-dia, o charme carrega um ar até misterioso, é difícil explicar por que nos atraímos por uma pessoa e seu jeito.
Existem maneiras que te ajudam a chegar nisso, como o famoso livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas e muitos outros que o sucederam, mas não acredito que exista uma receita de bolo para ser charmoso e criar esse tipo de relação.
O que sustenta o charme é a prática e curiosidade constante em conhecer pessoas.
É sobre realmente estudar com quem você quer falar e sempre procurar pontos onde essa relação possa melhorar, enquanto equilibra isso com suas próprias intenções e jeito de ser.
Talvez isso pareça muito pessoal, como se eu estivesse falando sobre como você pode ser mais charmoso numa festa de aniversário.
Mas não se engane: tudo isso se aplica na sua profissão como copywriter, esteja você hoje procurando novas oportunidades e colocando “a cara a tapa” ou já escrevendo por uma marca ou especialista.
David considerava o charme como o segredo do sucesso dessa indústria pois é uma indústria que lida com seres humanos e todos seus desejos, medos, contradições e certezas.
E mesmo sendo o bicho mais complexo desse planeta, no fundo, o que todo ser humano procura é algum tipo de conexão.
Então, esteja você trabalhando numa carta de vendas, produzindo conteúdo, equilibrando lançamentos ou construindo uma marca, lembre-se todo dia que seu objetivo sempre será se comunicar com outra pessoa.
Sem comunicação não há vendas.
E no meio de tantas técnicas, hacks, demandas e firulas é fácil esquecer desse fato tão simples e crucial.
Não subestime o charme.
Por isso que, na minha newsletter, eu compartilho reflexões que te ajudam a enxergar o marketing e a escrita de forma mais consciente, indo além das fórmulas prontas. Inscreva-se aqui e receba o meu e-mail de boas vindas. 👇🐰📨
Eu espero que você tenha aproveitado a leitura.
Se você gostou desse tipo de material aqui dentro do Swiper, uma troca mais rápida e reflexiva, me diga aqui nos comentários, ficarei feliz em saber.
E se quiser bater um papo sobre charme, copy e o que mais der na telha, é só me dar um “oi” lá no Instagram e me acompanhar no Substack, estou sempre postando por lá.
Abraços,

Eu estive em uma imersão da Empiricus e a pessoa que conduzia a conversa disse o seguinte: “Tenho uma grande novidade para você: o lead é uma pessoa!”. E, no fim das contas, é isso. O charme é se conectar com a pessoa que estará do outro lado, lendo a peça de copy. Com os sonhos, planos e frustrações que ela tem. E isso que gera conversões: falar diretamente com um alguém que está do outro lado. Ótima lição!
Bianca, tudo bem?
Gostei muito do vídeo. E amei o artigo. A minha filha publicou um livro este mês e foram sete meses para esse trabalho ficar pronto. Eu participei de cada etapa do processo, acompanhando tudo nos bastidores. Ela é poeta. E ela foi minha fonte de inspiração para iniciar nesse universo do Copy. Eu estou lendo muito sobre as emoções e estudando o público dela (homens e mulheres – 14 a 70 anos). Se eu pudesse definir o livro dela em uma palavra seria: Sentir. Não é sobre os versos ou o assunto em si, é sobre sentir enquanto lê. E seu artigo abriu meus olhos para responder alguns e-mails que ela recebe de seguidores que também escrevem e querem um feedback. Quero usar – o charme – para dizer um obrigada a esse seguidor simplesmente por ser seguidor e está tirando um tempinho para enviar um e-mail com poermas autorais(e infelizmente minha filha não consegue analisar todos. escolhe alguns) e tornar a mensagem mais pessoal. Quero também aproveitar a oportunidade e ofertar o livro. O que você acha?
É uma ótima ideia Patrícia! Incentivo você a seguir em frente, já que essa pessoa entrou em contato com vocês de primeira ela já está muito apta a aceitar a oferta do livro.
Então, personalize e agradeça pelo contato, o charme que você procura para se comunicar com essa pessoa virá da forma que sua filha se comunica no dia-a-dia, então, se certifique em escrever como ela fala.
Dê uma elevada na moral da pessoa destacando a coragem que exige tomar o passo de pedir uma avaliação, mostre que você valoriza isso e faça uma transição leve para a oferta. “Sabendo o tipo de pessoa sensível que você é e que presta tanta atenção nos detalhes, tenho certeza que você vai gostar muito do meu novo livro…”. Na descrição da pessoa (que no caso usei uma pessoa sensível que presta atenção nos detalhes como exemplo) você preenche pelo que percebeu através do e-mail.
Boa sorte!
Assistindo ao vídeo mais de cinco vezes, dá para ver que ele está usando o “charme” na entrevista. Logo após ele falar acerca disso, criou uma aura de grandeza entre ele e o entrevistador.
Bianca, tive a mesma expressão que você quando escutei a frase: “A melhor definição que eu já ouvi de charme: uma pessoa charmosa faz com que vocês dois pensem que são maravilhosos.”
Sensacional!
Obrigada pelo artigo.
Acho que isso se encaixa muito bem com o que o Ladeira ensina no Light Copy, usar aquilo que a gente encontra na literatura, assim como o juíz Samer Agi também tem esse “charme” em seus eventos e postagens por sempre trazer uma bagagem da literatura clássica, uma estrutura flúida e gostosa de ler e ouvir.
Ótimo texto, Bianca. Gostaria de ler mais sobre como se tornar sensível a esse “charme” colocado em uma copy. Como aguçar nossa percepção pra enxergar essas nuances utilizadas pelo autor?
Yuri, que bom que gostou do texto, obrigada pelo elogio.
Gostaria de te passar um “passo-a-passo” para isso, mas para ser sincera, não tenho nada do tipo. Porém, acredito que esse olhar aguçado é desenvolvido através de muita leitura e de também analisar o que foi lido.
Se perguntar constantemente: por que o autor escolheu essa estrutura? esse conjunto de palavras? por que esse texto funciona tão bem? (ou em alguns casos, por que não funciona?).
E isso vale tanto para estudo de copy, como os tantos que temos aqui no Swiper, quanto com tudo que você tiver contato, desde posts até livros de ficção.
Principalmente, se perguntar por que você gosta do que gosta, analisar o que faz seus olhos brilharem num filme, livro ou música. Isso vai te permitir enxergar as coisas para além de “bom” e “ruim”, e consequentemente, sua própria escrita vai se desenvolver melhor.
Não é um processo linear, mas com certeza investir sua atenção em investigar porque as coisas funcionam vai te tornar mais perspicaz.