Fala, turma! Tudo certo?
Bruno Monteiro aqui para mais uma edição especial dentro do Swiper.
Essa é mais uma edição das minhas anotações do Segredos da Escala, o podcast da Vturb, que é a minha parceira aqui no Swiper (valeu novamente, João!).
Se você ainda não conhece essa área, por aqui eu compartilho as minhas anotações e insights que anotei enquanto assistia ao episódio.
No episódio de hoje, o João Campos trouxe o Gabriel Santiago.
Bora para as minhas notas…
Quem é Gabriel Santiago
O Santiago é gerente de afiliados no grupo Astron. Ele é responsável pelos canais de aquisição da empresa, incluindo Meta, YouTube e Native.
Hoje ele conversa com centenas de afiliados, acompanha operações que escalam milhões por dia, e tem uma visão privilegiada do que realmente funciona (e do que quebra) no mercado de afiliação global.
Mercado de Afiliação
O Santiago começou analisando o momento atual do mercado de afiliação, especialmente em nutra lá fora.
Ele começa explicando porque muita gente quebrou quando migrou de info pra nutra:
“O pessoal veio com uma mentalidade de info, onde chargeback e reembolso não iam impactar tanto. Já no nutra, o buraco é mais embaixo. Tem custo de produto, taxa de gateway, e ainda tem o allowance que é onde muita gente se perdeu.”
Traduzindo: você acertou a oferta, escalou, mas não consegue sustentar porque o dinheiro tá trancado. Aí vem clone, saturação, e quando você finalmente tem caixa de novo, já perdeu o timing.
“Muita gente quebrou. Não dá pra entrar achando que vai ganhar quinhentos reais por dia. Você tem que entrar pensando volume alto. Nutra não é jogo de margem pequena.”
E aqui vem outra sacada importante: nem todo mundo precisa ser dono de operação.
Ele mesmo assumiu que prefere ser funcionário. E explicou o porquê:
“Eu consigo trabalhar de forma mais fria quando o dinheiro não é meu. Quando é meu dinheiro em jogo, a emoção tira a frieza pra operar no máximo.”
Isso quebra aquele mito de que todo mundo tem que ser empreendedor. Tem gente que vai fazer mais dinheiro (e dormir melhor) sendo um gestor foda dentro de uma operação grande do que tentando bancar tudo sozinho.
Faça isso para ter sucesso como afiliado
Esqueça a ideia de que você vai entrar com pouco dinheiro e fazer “uma graninha”. Nutra não funciona assim.
Ele contou que já teve afiliado perguntando se dava pra ganhar quinhentos reais por dia. E a resposta dele foi clara:
“Essa não é uma mentalidade de nutra. Não tem como o cara ganhar quinhentos reais por dia. O risco é altíssimo pra ganhar quinhentos reais. Pra testar um criativo, você vai gastar muito. Não tem como entrar no jogo pra ganhar quinhentos. Você tem que entrar pensando volume mais alto.”
Traduzindo: se você quer jogar seguro e ganhar uma “renda extra”, nutra não é pra você.
Quanto de caixa você precisa pra começar?
Ele falou de um caixa “saudável” e de um caixa “mínimo do mínimo”:
- Mínimo: R$ 20-30 mil
- Ideal: R$ 50-100 mil
Se você tá começando nesse mercado: tenha pelo menos 20-30k disponíveis para usar. Se tiver 50k, melhor ainda. Menos que isso, você pode patinar muito.
Por onde começar?
Meta Ads. Sem discussão. É a porta de entrada mais fácil.
“A barreira de entrada do Meta é a mais baixa. Você consegue subir campanha num dia, no outro já tá rodando, no terceiro já pode escalar. No YouTube, por exemplo, você não consegue entrar tão pesado assim. Vai cair conta.”
Isso não significa que Meta é melhor. YouTube paga mais, tem AOV maior, CPA maior. Mas pra começar, Meta é o caminho.
Depois que você valida criativo no Meta, aí sim você expande pra YouTube, Native e outras fontes.
Mas atenção: Meta hoje não é mais aquele jogo de duplicar campanha e escalar vertical. As coisas mudaram. E isso leva ao próximo ponto…
A nova realidade do Meta (Andrômeda)
Até outubro de 2024, o jogo era duplicar campanha, minerar públicos, aumentar orçamento. Mas de outubro para frente, o Meta lançou uma atualização no algoritmo de entrega chamada Andrômeda.
O Andrômeda tornou o algoritmo muito mais inteligente. Agora ele consegue ler o criativo, entender o comportamento das pessoas, e fazer um “remarketing automático” dentro da mesma campanha.
Na prática:
- Antes: você subia criativo de topo, criativo de meio, criativo de fundo em campanhas separadas.
- Agora: você bota tudo dentro da mesma campanha e o Meta entrega cada criativo pra pessoa certa na hora certa.
“O Meta empurra um criativo de topo pra pessoa. Não converteu. Mas ele sabe que se empurrar um criativo de meio pra essa mesma pessoa, ela converte. Ele faz isso automaticamente agora.”
Duplicar campanha pode não funcionar mais como antes.
O que é a “escala baiana”
O Santiago comentou sobre o método que praticamente todo mundo que escala no Meta hoje usa. Se você entrar na Biblioteca de Anúncios do Facebook e procurar qualquer palavra-chave de DR (por exemplo… “weight loss”), vai encontrar contas com 6 mil conjuntos ativos.
Tudo por causa desse método.
O método é simples de entender, mas trabalhoso pra executar.
Fase 1: Teste de criativo
Você sobe 1 campanha com 151 conjuntos de anúncio, cada um com orçamento de R$ 7 (ou US$ 1,50).
- Total investido: R$ 1.050 por criativo
- Tempo: 1 a 2 dias rodando
Se o criativo bater ROAS 2+, você parte pra escala. Se não bater, descarta e testa o próximo.
Fase 2: Pré-escala
Aqui você sobe 6 campanhas no modelo 1x100x1:
- 1 campanha
- 100 conjuntos de anúncio
- 1 anúncio por conjunto (sempre o mesmo criativo)
Cada campanha dessas gasta R$ 700 (100 conjuntos x R$ 7).
No total: 6 campanhas = R$ 4.200 de investimento na pré-escala.
Fase 3: Escala horizontal (a loucura começa aqui)
Se a pré-escala funcionar, você começa a lateralizar. E aqui é onde a mágica acontece.
A lógica é: quanto mais você quer investir, mais conjuntos você precisa subir.
- Quer investir R$ 7 mil/dia? Precisa de 1.000 conjuntos
- Quer investir R$ 70 mil/dia? Precisa de 10.000 conjuntos
- Quer investir R$ 500 mil/dia? Precisa de mais de 70 mil conjuntos
E aqui vem o problema técnico:
- Cada página aguenta no máximo 250 anúncios
- Cada conta de anúncio aguenta no máximo 6.000 conjuntos
Então, se você quer escalar R$ 500 mil/dia, precisa de centenas de páginas, dezenas de contas de anúncio e múltiplas BMs (Business Managers). O Santiago gerencia entre 400 a 500 páginas hoje para você ter uma base.
O segredo tá no orçamento baixo.
Quando você sobe conjunto com orçamento mínimo (R$ 7), o CPM cai pela metade em relação a campanhas normais.
CPM baixo geralmente é sinal de tráfego ruim. Mas nesse caso, funciona.
O custo de clique fica mais barato, o CPA fica mais competitivo, e você consegue escalar sem queimar dinheiro.
Aqui vem a parte que parece loucura pra quem tá acostumado com o modelo antigo.
Você não otimiza nada. Não pausa conjunto, não aumenta orçamento e não minera público.
“Não otimiza. O pessoal tem que validar criativos que aguentem escala o suficiente pras campanhas boas pagarem o prejuízo das ruins.”
Dentro dos seus mil conjuntos, alguns vão ter ROAS negativo. Outros vão ter ROAS absurdo. No final, a conta precisa fechar positiva no total.
A função do gestor de tráfego
Aqui o Santiago trouxe uma visão bem diferente do que a maioria imagina quando pensa em “gestor de tráfego”.
Porque antigamente, o gestor era aquele cara que analisava métricas, sabia quando aumentar orçamento e tinha “feeling” pra otimizar campanha.
Hoje, com as novas formas de escala, o jogo mudou completamente. O que importa é capacidade de execução.
“Hoje a força bruta do trabalho manual é extremamente importante. A repetição. Como é que você vai gerenciar uma porrada de anúncios que está subindo ali? Faz parte do trabalho.”
O gestor de tráfego hoje precisa ubir volume absurdo de campanhas (centenas de conjuntos por dia), organizar tudo em planilhas (página, ID, conta, criativo, quantidade de anúncios), Ter contingência pronta (se criativo reprovar, saber exatamente onde trocar) e trabalhar rápido (sem travar, sem errar, sem perder escala).
Relacionamento com o produtor
Para quem é afiliado, quanto melhor seu relacionamento com o produtor, melhores condições você consegue. E isso não é sobre “puxar saco”. É sobre entregar resultado consistente.
“Quanto mais ele vender, mais eu vou conseguir acompanhar as métricas de tráfego dele, o AOV. E a gente acaba criando um relacionamento cada vez mais firme com o afiliado.”
“Eu converso no um a um com todos eles. Sei que parece loucura, mas é a realidade. A gente tem trezentos afiliados, a base ativa no dia é no mínimo cento e cinquenta pessoas, e eu converso com todos eles.”
Os três níveis de afiliado
O Santiago classificou os afiliados em três categorias:
- Iniciante
- Fatura 6 dígitos/mês (tipo R$ 300 mil/mês)
- Faz 10 vendas/dia
- Ainda tá estruturando operação
- Às vezes trabalha sozinho ou com 1-2 pessoas
- Mediano
- Fatura 8 dígitos/mês (R$ 10-50 milhões/mês)
- Operação mais organizada
- Tem equipe pequena (5-10 pessoas)
- Avançado
- Fatura 9 dígitos/mês (R$ 100 milhões+/mês)
- Ou então: fatura R$ 1 milhão/dia
- Equipe grande (30-50 pessoas)
- Estrutura completa: editores, gestores, analistas, suporte
Margem de lucro: quanto sobra no bolso de um afiliado?
Em um cenário hipotético: “Afiliado que fatura R$ 300 mil/mês, quanto sobra?”
A resposta: 20% é excelente.
Então, R$ 300 mil de faturamento = R$ 60 mil de lucro.
Outro dado importante: CPA médio na Astron é de $200-220.
Mas tem afiliado recebendo $240-250 porque entrega volume consistente com AOV bom.
Bloqueios mentais do iniciante
Segundo o Santiago, existem três bloqueios que travam o afiliado no começo:
Não acreditar que vai dar certo: parece óbvio, mas muita gente entra sem convicção. Fica testando meia-boca. E quando dá o primeiro prejuízo, desiste.
Medo de aumentar orçamento: isso era mais comum no modelo antigo (CBO vertical). O cara via que tava dando certo, mas não aumentava orçamento porque tinha medo de queimar.
Hoje o jogo é lateralizar (não necessariamente aumentar orçamento). Mas o bloqueio ainda existe: medo de subir mais conjunto, mais página, mais conta.
Não saber quando parar:Esse é perigoso. O afiliado tá escalando, tá ganhando, celular pingando. Venda de R$ 1.000+ caindo a cada minuto. O estímulo é viciante.
E aí o cara não consegue pausar. Fica rodando em horário que não performa. Perde todo o lucro do dia porque não soube parar.
“A pessoa desenvolve esse vício de não conseguir mais parar. Pode pausar e voltar, porque não faz sentido ficar perdendo dinheiro. Mas as pessoas não conseguem.”
O caminho natural do afiliado
Na visão dele, o afiliado passa por fases:
Fase 1: Validação
- Testar, quebrar, testar de novo
- Aprender a ferramenta (Meta, YouTube, etc)
- Vencer os bloqueios mentais
Fase 2: Primeira escala
- Conseguir rodar consistente
- Lucrar R$ 10-30 mil/mês
Fase 3: Estruturação
- Contratar editor de vídeo
- Contratar assistente/gestor de tráfego
- Organizar processos
Fase 4: Expansão
- Diversificar fontes de tráfego
- Produzir VSL própria (opcional)
- Escalar pra 7-8 dígitos/mês
Fase 5: Série A
- Equipe de 30-50 pessoas
- Múltiplas ofertas rodando simultâneas
- Faturamento de 9 dígitos/mês
Não é pra todo mundo chegar na fase 5. Mas qualquer um pode chegar na fase 3-4 e viver muito bem.
Além de copy e tráfego, tem skills “invisíveis” que fazem diferença:
Resiliência
“Tem gente que tá no mercado há seis anos até dar certo. Agora virou, deu certo. É uma coisa muito ligada a resiliência do cara, conseguir ir lá e fazer funcionar.”
Capacidade de assumir responsabilidade
“As pessoas que vão se destacar são aquelas que resolvem o problema, que batem no peito, assumem a responsabilidade e resolvem o problema, não importa o que for.”
Organização e saber contratar
Isso não é opcional. É obrigatório.
Aqui tem uma valiosa e polêmica… quando for contratar gestor júnior, olha o Instagram do cara.
Se tá lá tirando onda de jet ski, balada, ostentação… não contrata. Porque esse cara não vai abdicar da vida pra trabalhar 18 horas/dia.
O cara que é nerdão, ele tem mais facilidade com sistemas complexos. E Meta/YouTube/Native são sistemas complexos.
É isso!
Esses foram os pontos que mais me chamaram atenção nessa conversa do João com o Gabriel Santiago, espero que esse resumão tenha sido útil para você. Mas não deixe de assistir o episódio completo.
Aproveitando…
Aqui no Swiper, essa parceria com a Vturb é justamente para que você não só aprenda mais sobre tráfego e afiliação, mas também coloque em prática com as melhores ferramentas.
Se você ainda não é cliente, vale lembrar: você pode testar a Vturb agora mesmo com 15% de desconto exclusivo.
Eu uso a Vturb e recomendo, não só por serem meus parceiros, mas porque o negócio é bom mesmo. Então, fica o convite: clica aqui, cria sua conta e já começa a testar.
Forte abraço e tchau!
Bruno Monteiro
Essa publicação ainda não tem nenhum comentário.
Que tal ser o primeiro? Seja Swiper Premium.