Copy aplicado em um e-mail, onde é possível ver uma técnica muito interessante, na qual o autor “ataca” uma situação desagradável do produto concorrente para depois oferecer a sua solução.
Apesar de ser um excelente gancho, não é algo que você consegue aplicar em todos os cenários. Um dos motivos desse copy ser tão forte é justamente usar a imagem de uma marca conhecida para chamar a atenção, o que pode envolver alguns riscos.
Mas, independente disso, mesmo que ele não tivesse citado a marca conhecida, o gancho seria eficaz, por justamente ilustrar uma situação provável e que é uma preocupação do público-alvo.
O leitor se envolve na curta história sobre a conta ser bloqueada e se coloca na mesma posição. Apesar de ser uma introdução rápida, o autor consegue mover o leitor para esse ambiente onde ele pode sentir tendo o mesmo problema.
Uma vez que ele está posicionado nesse lugar crítico, o produto é apresentado como uma possível solução. E nesse momento, o leitor está preparado e aberto para isso, pois seu nível de consciência sobre o problema está alto e latente.
Você poderia reutilizar a headline com algo similar à:
- Como sobreviver a _______ ______
Por exemplo:
- Como sobreviver ao governo roubando seu dinheiro
- Como sobreviver a sua ex te bloqueando nas redes
- Como sobreviver ao seu fígado te abandonando
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As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.