Copy em texto em um anúncio da agência Maxwell Sackheim & Co. Inc, escrito pelo copywriter Max Sackheim. A headline usa a ideia dos 7 pecados capitais (ira, gula, avareza…), conceito difundido por São Tomás de Aquino no século 13 e muito presente na cultura pop.
Talvez sem perceber, muitos séculos depois, Max criou uma das headlines mais versáteis do mundo. É realmente possível adaptá-la para qualquer nicho. O copy é aplicado em um formato de advertorial, onde ele apresenta 7 erros comuns de publicitários ao criarem novas campanhas.
Este tipo de anúncio remete ao modelo usado por David Ogilvy no copy “Como Criar Anúncios Que Vendem“, onde o autor não se preocupa em fazer uma venda diretamente e sim gerar consciência de sua autoridade sobre o assunto em questão.
Nos dias atuais, este modelo pode ser chamado de advertorial ou branded content. Onde a prioridade é construir um texto que seja facilmente lido e entendido, e ao final, sugerir um call to action de uma maneira mais sutil do que se fosse feita em um modelo de copy tradicional. No pior cenário, se o leitor não efetuar a compra ali, ao menos ele levou algo de valor e associou essa experiência à sua marca.
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.