Copy em texto de um anúncio para o livro de David Ogilvy. Algumas fontes indicam que esse anúncio foi criado por ele mesmo para divulgação do livro.
No entanto, eu tenho dúvidas sobre isso, pois o copy se apoia principalmente em destacar a autoridade e conhecimento de David Ogilvy, o que soa contraditório, considerando que ele não era muito a favor de construir copy com essa ideia de elogios próprios. Podemos ver isso no grande clássico da Rolls Royce, onde ele destaca que é o melhor carro do momento, sem necessariamente usar essas palavras.
De qualquer maneira, é um material interessante para ser estudado por conta de sua headline forte e criativa, que gera curiosidade e interesse imediato. Você pode criar headlines para qualquer coisa usando o conceito de “segredo”.
Se o seu produto ou serviço tem alguma vantagem contra os concorrentes, por menor que seja, você já tem um ângulo novo disponível e pode explorar isso como um “segredo”. Essa técnica também é conhecida como “DLS”, ou “Dirty Little Secret”.
Vamos ver alguns exemplos…
- Saúde: “O remédio secreto para dor nas costas (e por que o seu médico nunca vai falar sobre ele);
- Produtividade: “Agora revelado, o maior segredo para melhorar a memória, restrito somente ao povo antigo na Grécia”;
- Finanças: “Os bancos odeiam ele: a falha grave descoberta que deixou um desempregado multimilionário”
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.