Copy em texto em formato de advertorial, escrito por Kurt Vonnegut, um aclamado escritor americano conhecido por seus romances satíricos que mesclam humor, crítica social e elementos de ficção científica.
O anúncio seguia uma estrutura informativa, usando o mesmo molde de David Ogilvy em “Como Criar Anúncios Que Vendem“, onde a premissa principal é entregar algo de alto valor e utilidade, gerando um impacto imediato no leitor que pode pensar “Se esse cara já me entregou algo assim de graça, imagine o que ele pode fazer se eu pagar.”
Essa técnica também é muito eficaz pois se torna um material que o leitor pode revisitar sempre que quiser, assim como vemos no exemplo “Quem Mais Quer Bolos Mais Leves Na Metade Do Tempo De Mistura?“, que anexava uma receita útil, contextualizada com o produto ofertado. E por fim, um outro exemplo é o “Os Sete Erros Mortais da Publicidade”, de Max Sackheim.
Você pode notar que todos eles seguem o mesmo padrão: captam a atenção do público alvo com alguma promessa forte, entregam um material de valor que pode ser guardado e revisitado no futuro e ao final, deixam um sutil convite oferecendo um ponto de conexão.
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.