Copy em texto para um anúncio da “Parke, David & CO“, de 1953. Essa é uma das mais antigas e mais relevantes empresas na história farmacêutica nos Estados Unidos.
A headline “Ever See A “Telegram” From Your Heart?” foi citada por Victor Schwab em seu livro com a seleção das 100 Melhores Headlines.
Ela usa um elemento incomum — o telegrama, que carrega um tom de urgência e importância — para capturar a atenção do leitor. Ao mesmo tempo, a metáfora do coração sugere uma mensagem vital e pessoal, criando uma conexão imediata.
Victor Schwab destaca que essa headline é um verdadeiro “stopper”: algo que interrompe o leitor e o faz prestar atenção.
Junto do texto, vemos um cardiograma em formato de telegrama reforçando a ideia de que seu coração está enviando uma mensagem crítica, algo que não deve ser ignorado. Essa combinação gera um apelo emocional forte, ideal para temas ligados à saúde, relacionamentos ou momentos de vida que pedem reflexão.
Um template para essa headline seria algo como:
- “Você Já Viu Um _ _ _ _ Do _ _ _ _ _ ?”
E, adaptando para outros contextos:
- Negócios: “Você Já Recebeu Um WhatsApp Da Sua Carreira?”
- Financeiro: “Você Já Recebeu Uma DM Da Sua Conta Bancária?”
- Relacionamento: “Você Já Recebeu Um Inbox Da Sua Rotina?”
Note que dei uma leve atualizada, trocando “telegrama” por algo mais moderno e contextualizado com os dias de hoje.
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.