Copy por Eugene Schwartz circulado no ano de 1975.
O anúncio abre com a frase “From 4 Packs A Day To Zero, In 4 Hours!“, uma história de sucesso que valida o método. E segue fazendo forte uso da autoridade da revista popular Reader’s Digest e de médicos especialistas, aumentando a credibilidade da solução.
Considerando o ano de publicação, o público alvo do Eugene, apesar de desconfiado e cansado de outras técnicas, está aberto a novas promessas.
As pessoas já estavam cientes dos problemas do vício e começando a procurar soluções para o tabagismo. A solução prometida, combinada com a forte garantia, se torna uma novidade atraente para elas.
Logo, Eugene não precisou se estender em explicações científicas do por que o método é a melhor opção possível, seu público já estava propenso o suficiente para tomar o próximo passo através da apresentação da sua promessa impressionante, reforço da garantia e inversão de objeções comuns.
As pessoas também perguntam
O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.