Copy escrito por Gary Halbert no final da década de 1980 para o produto de emagrecimento Berry Trim, utilizando Geoffrey Scott como figura central da narrativa.
Geoffrey Scott foi um ator norte-americano. Na época, Dynasty era um fenômeno cultural nos EUA, o que dava a Scott reconhecimento imediato junto ao público, mesmo sem ele ser uma “superestrela”.
O copy se apoia na técnica de Autoridade Emprestada. Logo no início, Geoffrey Scott se apresenta em primeira pessoa, listando participações em séries populares da época. Esse bloco não existe para autopromoção, mas para estabelecer conexão suficiente para que o leitor aceite o restante da mensagem com menos resistência.
Em uma de suas cartas, Gary defendia o uso estratégico pessoas relevantes para o público, dando vida para o copy:
“O segundo maior motivo pelo qual as pessoas não compram é simples: elas não estão totalmente convencidas de que você é real. O que uma celebridade faz por você não é vender o produto. É tornar você mais crível. E isso se traduz em muito mais vendas.”
A celebridade funciona como um selo de validação: “isso é real o bastante para alguém conhecido colocar o nome aqui”.
A promessa central não é apenas emagrecimento, mas eliminação da fome, redirecionamento calórico e queima de gordura armazenada, ancoradas em um mecanismo específico (HCA extraído de uma baga asiática).
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As pessoas também perguntam
Esse copy fala com um público majoritariamente no 3º nível (consciente da solução). O leitor já sabe que tem um problema sério com peso. Isso é dado como óbvio desde a headline.
Ele também já conhece “dietas”, “métodos” e “tentativas frustradas”, o que fica claro pelos depoimentos do tipo “tentei todas as dietas imagináveis”. Ou seja, não é um público ingênuo nem iniciante.
O que o copy faz não é convencer que emagrecer é importante, nem que existem soluções. Ele parte do pressuposto de que o leitor já quer emagrecer e já tentou outras soluções.
O trabalho do copy é apresentar uma solução diferente das anteriores, com um mecanismo novo, específico e aparentemente mais inteligente.
A partir do momento em que o texto nomeia o produto (Berry Trim), explica o funcionamento, empilha provas e entra em garantia e preço, ele empurra o leitor conscientemente para o nível 4, onde a decisão passa a ser “compro ou não compro este produto específico”.
A emoção dominante aqui é alívio.
O texto inteiro trabalha para aliviar três tensões principais do leitor: a frustração de já ter tentado de tudo, o medo de ser enganado de novo e a sensação de que emagrecer exige sofrimento constante.
Repare como quase tudo no anúncio aponta para isso. “Nunca mais sentir fome”, “converter comida em energia”, “sem enviar dinheiro algum”, “reembolso imediato”, “você é o juiz”.
Num mercado como emagrecimento, muita gente erra tentando inflar esperança. Aqui, o texto reduz pressão emocional, o que paradoxalmente aumenta conversão.
Podemos considerar que o mecanismo único desse copy é o “HCA” extraído das “Brindall Berries”, apresentado como uma descoberta natural, específica, rara e cientificamente validada.
Ele não é apresentado como “um suplemento poderoso”. Ele é apresentado como um “interruptor metabólico”. Isso transforma emagrecimento de “luta contra o corpo” em “realinhamento do corpo”.
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