Este anúncio é muito conhecido por ter uma das headlines mais impactantes já feitas: “Do You Make These Mistakes In English?“, utiliza técnicas do viés negativo para chamar atenção.
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Provavelmente, se fosse um anúncio mais amigável, falando sobre dicas do idioma inglês, não teria a mesma eficácia. Os humanos odeiam cometer erros e fazem de tudo para evitar se sentirem envergonhados por isso – o autor explorou esse sentimento comum em todos nós:
“Um desafio direto. Agora leia a headline novamente, eliminando a palavra crucial ‘esses’. Essa palavra é o ‘gancho’ que quase o obriga a ler o texto. ‘Quais são os erros específicos? Será que eu cometo esses erros?’ Também observe […] que esta promete fornecer informações pessoais úteis em seu próprio contexto, não é apenas ‘papo publicitário’.”
Disse Victor Schwab, quando considerou essa uma das “100 Boas Headlines De Publicidade […]”
Sherwin Cody foi um escritor americano, autor do livro “How You Can Master Good English in 15 Minutes a Day”. Ele utilizou copywriting para impulsionar as vendas do livro, através deste anúncio criado por Max Sackheim.
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O copy é direcionado para um público que já sente que algo está errado, como o avanço incontrolável da IA e seus possíveis impactos no emprego, na economia e nos investimentos.
O leitor entende que existe uma ameaça, mas ainda não conhece a solução ou o produto que pode proteger ou fazer ele prosperar diante desse cenário de caos.
O autor então oferece uma nova visão.
O texto utiliza medo como emoção base: medo de perder o emprego, de ficar de fora da nova revolução da IA, de estar despreparado para uma crise iminente.
Esse medo é intensificado com frases como: “Milhões de demissões”, “Filas de pão” ou “O chip aterrorizante”.
Depois, ganância e curiosidade entram como antídotos emocionais.
O mecanismo único do problema é apresentado como a causa invisível e inevitável por trás de uma revolução que está prestes a ocorrer no mercado — e que, se ignorada, levará o leitor ao prejuízo.
Já o mecanismo único da solucão é o produto sendo colocado com uma nova oportunidade. A crise não é apenas uma ameaça: é uma chance de enriquecer se o leitor agir antes da massa.
A solução não é um produto, e sim acesso à informação privilegiada.