Oi Natan! Ótima pergunta, ela vai de encontro ao cerne de todo marketing e copy: a percepção de valor. Mesmo que seu produto ou serviço seja parecido ou igual ao dos seus concorrentes, é seu trabalho como copywriter destacar o que o diferencia, por isso que técnicas como "Mecanismo Único" existem.
Aqui vai algumas formas práticas de como fazer isso:
Talvez seu produto tenha um ingrediente, tecnologia, ou processo que outros não usam, ou usam de forma diferente. Por exemplo, em uma solução para dor nas costas, se todos os concorrentes falam de exercícios genéricos, você pode destacar uma técnica específica de alongamento baseada em estudos científicos.
Se não houver nada visivelmente diferente, você pode criar um nome para algo que o produto já faz. Em vez de dizer que um shampoo hidrata os cabelos (como todos os outros), você destaca a 'Tecnologia AquaLock', que "sela a umidade nos fios por 24 horas." É a mesma coisa descrita de forma diferente.
Também podemos ir para o lado de que seu produto atende a um grupo específico de pessoas ou resolve um problema de forma mais eficaz em uma situação específica. Por exemplo, 'feito sob medida para diabéticos que querem emagrecer sem cortar os carboidratos.'
Outra forma poderosa de diferenciação é conectar o produto a uma história, origem ou desenvolvimento que os concorrentes não têm. Por exemplo, 'desenvolvido por um cientista que passou anos estudando esse problema após enfrentar o mesmo desafio.'
E por fim, se o mercado trata o problema de forma genérica, você pode redefinir como seu produto resolve a verdadeira causa do problema. Por exemplo, se todos vendem cremes para acne, você pode posicionar o problema como algo interno, dizendo que 'a verdadeira causa da acne é a inflamação interna' e, claro, que seu produto resolve isso.
Como deu pra ver, há várias maneiras de conseguir essa diferenciação, mas com tempo e estudo fica cada vez mais natural. Seu papel não é "inventar" o que não existe, mas sim de destacar algo que está lá, só não é óbvio.
Espero ter ajudado, boa sorte!
Minha resposta foi desenvolvida com ajuda de IA.
Forma interessante de neologizar e demonstrar a vasta capacidade do produto de agir em diferentes problemas.
As provas sociais inteligentes que quebra objeções e toca no desejo profundo, como um quebra cabeça esse copy tem todas as peças muito bem encaixadas.
Que copy boa! Gostei bastante do storytelling.
Muito bom, Bruno! Acabei de entrar pro swiper e você faz um excelente trabalho. Se possível, poderia compartilhar as transcrições das VSLs em alta?
Achei muito legal a forma como Caples escreveu a história, ficamos realmente presos ali imaginando os personagens na cabeça...e mexe mesmo com a emoção masculina.
Bianca, adorei esse conteúdo! Já anoitei tudo de mais relevante para eu me atentar na escrita das headlines. Obrigada mais uma vez pela qualidade desse material no Swiper!
Interessante como é criada a necessidade no leitor
Lendo esse copy não tive dúvida alguma em relação a qualidade da camisa, isso foi feito muito bem, ainda mais quando descreve os materiais e gera essa picture de poder atrelado à imagem do homem...
Copy te prende do começo ao fim. Você quer chega até o final para ver o que tem mais a ser oferecido. Desperta o gatilho da curiosidade e no qual foi bem trabalhado nesta copy.
Conseguiu abordar o vilão de vários ângulos sem ser cansativo, gostei mt
Incrível como a todo momento exalta a superioridade do Dove em relação aos outros sabonetes, mas um ponto que queria ressaltar é o contraste que ele traz, depois de dizer todas as vantagens e diferenças do Dove, sua exclusividade e privilégio, cita que pode ser comprado em qualquer lugar, ou seja, o desejo é criado, e depois traduzido no acesso fácil e oportunidade única.
Achei extremamente inteligente a forma de "criar o terreno" para falar do próprio produto. Através da historia do reddit pra chegar nas analogias de convencimento ao leitor afirmando que a função dos serviços valem muito mais do que o preço deles. Chegando ao final e apresentando o seu produto com essa mesma premissa.
Casa comigo Bianca! Que guia, parabéns!
Parte racional onde o doutor quer convencer o cliente e gerar curiosidade ao sugerir qual o vilão a ser descoberto na próxima etapa muito interessante e eficiente.
Muita fluidez e estrutura muito envolvente.
Nossa mano, ficou muito top! 🤩
David Ogilvy e sua genialidade. Um storytelling que te prende do início ao fim.
Oi Pedro! Ótima observação. Bom, temos que considerar certos detalhes quando vamos analisar o quão crível uma copy é para o público alvo da mesma. Nesse caso, é importante considerarmos o contexto em que a copy foi escrita, começo dos anos 80, uma época onde a publicidade era mais direta e menos regulamentada, um cenário que permitia abordagens mais ousadas e promessas impactantes sem o mesmo nível de desconfiança do público que encontramos hoje. Também levamos em conta a própria sofisticação do mercado da época: onde uma grande parte do público tinha seu primeiro contato com investimentos do tipo, logo, não tão "calejados" com grandes promessas. Além do próprio público alvo em si: fica implícito que a copy é voltada para um tipo de público que procura implementações fáceis e tende a valorizar mais a possibilidade do resultado do que os detalhes técnicos por trás da promessa. Esses são so 3 principais pontos que levo em conta para entender o porquê do copywriter apostar em promessas fortes como essas: contexto, sofisticação do mercado e público alvo. Além disso, para analisar essas promessas grandes também levamos em conta a força da garantia (o quanto de segurança é oferecida para o público que vai investir nessa promessa) e provas concretas que dão base para essa promessa, tornando a confiável. Quando você estiver em seu processo de escrita, lembre-se de levar em consideração esses pontos em seu trabalho também. Será através de conhecer muito bem seu público que você vai achar o ponto certo entre uma promessa que é animadora mas não exagerada a ponto de gerar desconfiança. Espero ter ajudado!
Interessante, consegui ver que o inimigo comum são dois. Governo e as grandes corporações.
Já tinha escutado você falar sobre advertorial em um encontro no zoom, mas hoje ficou muito mais claro o poder desse modelo de copy. A diversidade de estilos é incrível. Deu até vontade de sair escrevendo...rsss... Muito obrigada.
Uma excelente copy, só fiquei com uma duvída: Com promessas tão fortes como "oferece uma margem de lucro de 500%" não poderia gerar dúvida no leitor?
"Perguntas e respostas" excelentes. O Stefan Georgi é uma referência mundial, mas, mesmo ele, é bastante cuidadoso e intencional. O fato é: copywriting é TRABALHO. Talvez, muitos de nós, quando vemos aqueles grandes resultados de múltiplos dígitos, nos termos idealistas. Aí, quando as coisas apertam, desacreditamos. Mas tudo na vida é conseguido com esforço - bom, pelo menos aquilo que é duradouro.
Oi Helio! O público-alvo dessa copy está no nível 3 segundo a escala de Eugene Schwartz: "Consciente da Solução". Elas já sabem que têm um problema: excesso de peso e dificuldades para emagrecer – e já conhecem outros métodos disponíveis como dietas e exercícios, mas estão insatisfeitas porque essas soluções não funcionaram ou são difíceis de seguir. A copy trabalha para educar e persuadir o público sobre a causa raiz do problema (níveis baixos de gordura marrom) e como esse produto oferece uma solução única e eficaz, diferente de todas outras que elas já conhecem. Além disso, faz bastante uso do storytelling, o que é muito interessante para esse nível de consciência. Já a emoção dominante é uma mistura de esperança e medo, indo mais para o medo. O medo cria urgência e atenção: o público é levado a se preocupar com as consequências de não agir. Já a esperança inspira ação: As histórias e os benefícios do produto fazem o público acreditar que eles também podem alcançar esses resultados Essas emoções, combinadas, criam um ciclo de tensão e alívio que mantém o leitor engajado e motivado a seguir a copy até o CTA (call to action). Espero ter ajudado!
Oi Natan! Ótima pergunta, ela vai de encontro ao cerne de todo marketing e copy: a percepção de valor. Mesmo que seu produto ou serviço seja parecido ou igual ao dos seus concorrentes, é seu trabalho como copywriter destacar o que o diferencia, por isso que técnicas como "Mecanismo Único" existem. Aqui vai algumas formas práticas de como fazer isso: Talvez seu produto tenha um ingrediente, tecnologia, ou processo que outros não usam, ou usam de forma diferente. Por exemplo, em uma solução para dor nas costas, se todos os concorrentes falam de exercícios genéricos, você pode destacar uma técnica específica de alongamento baseada em estudos científicos. Se não houver nada visivelmente diferente, você pode criar um nome para algo que o produto já faz. Em vez de dizer que um shampoo hidrata os cabelos (como todos os outros), você destaca a 'Tecnologia AquaLock', que "sela a umidade nos fios por 24 horas." É a mesma coisa descrita de forma diferente. Também podemos ir para o lado de que seu produto atende a um grupo específico de pessoas ou resolve um problema de forma mais eficaz em uma situação específica. Por exemplo, 'feito sob medida para diabéticos que querem emagrecer sem cortar os carboidratos.' Outra forma poderosa de diferenciação é conectar o produto a uma história, origem ou desenvolvimento que os concorrentes não têm. Por exemplo, 'desenvolvido por um cientista que passou anos estudando esse problema após enfrentar o mesmo desafio.' E por fim, se o mercado trata o problema de forma genérica, você pode redefinir como seu produto resolve a verdadeira causa do problema. Por exemplo, se todos vendem cremes para acne, você pode posicionar o problema como algo interno, dizendo que 'a verdadeira causa da acne é a inflamação interna' e, claro, que seu produto resolve isso. Como deu pra ver, há várias maneiras de conseguir essa diferenciação, mas com tempo e estudo fica cada vez mais natural. Seu papel não é "inventar" o que não existe, mas sim de destacar algo que está lá, só não é óbvio. Espero ter ajudado, boa sorte! Minha resposta foi desenvolvida com ajuda de IA.
Oi Patrícia, não sou o Bruno 😅 mas o nome do livro que o Beto comenta é "Mid-Century Ads" da editora Taschen